domingo, 20 de fevereiro de 2011

Começos e Recomeços - Cap. 20


*Elizabeth *

Minha mãe voltou e nos chamou.
— Vamos filha! O doutor te espera na sala dele!
Fomos até a sala aonde o Doutor Nicolas nos aguardava, ainda bem que era perto da recepção e não tive que andar muito.
O Justin não se separou da gente, foi conosco até a sala e nem legou pros olhares nos rondando.
— Então, Elizabeth! Melhorou...? — ele que havia colocado as faixas na 1ª vez.
— Err... na verdade doutor, infelizmente piorou.
— Hm.. vejamos, o que aconteceu? — ele começou a folhear os papéis que era minha ficha — hãn, mocinho... você pode ajudá-la à sentar na cama, por favor?
Ele olhou pro Justin e ele respondeu “claro” e me ajudou, como o doutor pediu.
Depois ele ficou lá, do meu lado segurando minha mão; e meu coração palpitava por isso.
Minha mãe começou a falar.
— Ela tentou andar, duas vezes!! E claro, a dor piorou.
— Ok, vamos lá.
O doutor se levantou e veio em direção à cama, Justin teve que me soltar e ficou ao lado do meu irmãozinho, que não expressava emoção com o olhar perdido.
— Deite-se, por favor. — me deitei com a ajuda dele — eu vou tirar as faixas, pra ver como está aqui, então talvez você sinta um pequeno deslocamento no tornozelo.
Eu fiz uma cara de quem não gostou muito da idéia, e eu não gostei. Eu realmente senti esse pequeno deslocamento e soltei um gemido por causa da dor.
— Tudo bem... é, saiu de novo do lugar, eu acho. Tenho quase certeza, mas pra garantir, tire uns RAIOS-X e depois voltem, ok?
Graças a Deus, me trouxeram uma cadeira de rodas e foi muito melhor. Minha mãe foi me empurrando e Justin andando de mãos dadas com o Ricardo.
Tiramos o RAIO X  e voltamos pro doutor Nicolas.
— Certo... é isso mesmo. Bem, teremos que colocar as faixas de novo e dessa vez não tente andar de jeito nenhum! Se não, talvez não volte pro lugar.
— Pode deixar que agora, vamos prendê-la na cama!! — mamãe disse.
. *Risos*
— Ah, mas Elizabeth, dói muito tipo a dor da 1ª vez, ou piorou? — perguntou o Dr. Nicolas.
— Ah, graças a Deus o senhor perguntou! Piorou, MUITO.
— Hm.. ok. Então só vamos dar um remédio pra ela, pra dor NE e vamos dar na veia, porque vai ser um remédio de ação, 15min depois de ela recebê-lo a dor ameniza bastante, tudo bem?
— Ok doutor, é melhor ser rápido né... — minha mãe.
Eu assenti com a cabeça.
Não gostei muito disso também. Odeio tirar sangue, tomar soro e remédios pela veia, aaah.
Que aflição.
Mas qualquer coisa pra essa maldita dor parar!
Nós fomos para o local onde colocam aquelas agulhas assustadoras no braço das pessoas, como os normais chamariam, a ala de tirar sangue. Chacoalhei a cabeça.
— Elizabeth Haale?! — a enfermeira chamou.
— Eu... — fui manejando a cadeira de rodas até a enfermeira.
— Quer que eu vá filha? — minha mãe sabia que eu odiava fazer essas coisas, claro, ela me levou ao hospital durante minha vida toda. Mas não queria que ela fosse.
— Hãn.. não mãe, obrigada. — ela até me olhou surpresa, era a 1ª vez desde que sou conhecida por Elizabeth Haale, que nego a presença dela na sala de tortura — o Justin poderia vir? Só pra.. sei lá, ser alguém diferente dessa vez? Hahah
Ela deu um sorrisinho e olhou pro Justin, que também sorria, acho que querendo rir. Ele soltou a mão do Ricardo e veio até mim, então fomos até a pequena salinha guiados pela enfermeira.
Me sentei na cadeira ao lado daquele apoio pro braço e os vidrinhos na mesa e o Justin se sentou ao meu lado, já segurando minha mão. Eu acho que eu estava tremendo por dois motivos; a mão dele na minha me deixava completamente bamba, e a agulha na mão da enfermeira também, mas de jeitos completamente diferentes. Um era maravilhoso e o outro uma ameaça a minha vida. Ahahahah, sério.

Começos e Recomeços - Cap. 19


* Elizabeth *

— Agora?!? Que aconteceu?? —  Justin falou, já recuperando a respiração.
— É!! Só vem pra cá, ok? DE CARRO!! Depois eu te explico!! Ou melhor, quando você chegar aqui, você vai ver!
Ouvi um barulho de...hum... tecidos, como se o celular estivesse passando no meio de tecidos pesados se movendo e logo atrás uma risadinha... feminina.
— Certo, certo. Já estou indo! — mais uma vez a risadinha — Não demoro ok? Tenho que desligar. Tchau Liz.

tu----------------tu--------------tu-----------------------tu----------------tu-------------tu

Fiquei com o telefone grudado na minha orelha tentando imaginar o que ele estaria fazendo e com quem; mas minha mãe me tirou desse pequeno “transe”.
— Ele vem, Elizabeth??
—É... sim, ele tá vindo.
— Ah! Graças a Deus! É melhor já descermos pra ser mais rápido, vou te ajudar, espera um pouco querida.
Ela começou a arrumar a cama, tirando os cobertores e lençóis de cima de mim e me pediu pra ficar sentada enquanto ela buscava o Ricardo.
Peguei meu celular e fiquei segurando ele, correndo pelas 2 últimas chamadas.
Ryan e Justin.
Eu tinha sido rude com o Ryan, desligado na cara dele.
Argh! Será que devo ligar pedindo desculpas e explicar tudo? Não... não conseguiria falar com ele agora... melhor deixar pra depois que eu voltar pra casa, sã e salva.
Justin.
Ele iria vir aqui... eu vou ter que explicar tudo de um jeito ou de outro; mas eu não tenho muito a explicar, somente que sou idiota o bastante pra tentar andar — de novo — com meu pé estraçalhado...
Queria mais é que ele me explicasse o que ele estava fazendo quando liguei; arfante e com uma garota pelo que parece. Hahaha, claro que logo de cara também pensei nisso, e se chutar certo, todos já sabemos — ergh, será que ele atendeu o telefone enquanto...? ai meu Deus — mas eu queria que saísse da boca dele..
Ai Senhor! O quê eu estou fazendo?? Querendo explicações e respostas de uma pessoa que nem posso me dizer amiga!!
Sai, sai , saaaaaaaaaai pensamento estúpido!
Alguém vinha correndo pelo corredor e claro que era minha mãe.
— Vamos filha! Vem, pega as muletas. Ricardo!! Ajuda ela daquele lado, filho!
Bom, Ricardo era pequeno então tive que dar uma certa ajudinha pro lado dele, não deixando meu corpo se soltar completamente pra ficar mais leve. Já minha mãe não, ela escolheu o lado esquerdo que era o lado com meu pé quase sem vida.
Foi uma batalha pra chegarmos até lá em baixo; foi rápido mas pra mim pareceram anos de dor.
Um carro chegou na nossa porta e já que minha mãe não tinha me soltado, já me levou até a porta e abriu.
Nós vimos um Justin com uma calça cinza, seus tênis Supra com certeza — eu fiquei sabendo que ele ama essa marca pela internet... grande fiel a internet — uma camiseta azul com gola, bem amassada. Ele veio correndo até nós.
— Que foi?? O que você fez, Elizabeth?! — ele tinha a cara de preocupado mais linda que eu já vi, e substituiu meu irmão, me pegou no lado direito pela cintura e me senti mais segura. Ele praticamente me carregava.
— Hãn, olha. Só me leva pro hospital! Por favor.
Ele olhou pra minha mãe e ela fez sim com a cabeça, então logo estávamos no carro.
Ele me sentou no banco do lado do motorista e minha mãe e meu irmão estavam no banco de trás. Foi rápido, de carro em questão de minutos chegamos no hospital. Entramos e nos sentamos na sala de espera, eu, Justin e o Ricardo.
— Então... o que você fez dessa vez? — Justin perguntou.
— Ah. É que... minha mãe. Ela estava mal e eu fui tentar ajudar ela sabe... mas meu pé não quis colaborar. Há
— Hum...
Ele olhava pro chão, e eu abri a boca pra falar: “ e você? O que estava fazendo quando te liguei?” mas fechei imediatamente.
— Lizzie... — meu irmão falou pela 1ª vez entre nós. Eu e o Justin olhamos pra ele — O que tá acontecendo?
Eu dei um sorrisinho pra inocência dele, coitadinho, ele estava assustado. Com uma mão segurei a mão dele e com a outra o rosto.
— Ah Rick, vai ficar tudo bem. Logo vamos sair desse hospital.
— Não não, Liz. A mamãe e o papai. O que tá acontecendo com eles?
Tirei o sorriso do rosto e Justin percebeu.
— Papai e mamãe, Rick? Porquê você tá perguntando deles?
Droga. Eu sabia. A mamãe estava daquele jeito por causa do papai.
— Ontem... quando a mamãe me colocou pra dormir, ela e o papai brigaram. De novo. E muito alto, eu não gosto disso Lizie.
Ele começou a chorar, eu fiquei sem reação e o abracei.
— Eles... eles falaram que não se amam, eu não queria ter ouvido isso!
Eu quase chorei também, não acredito.
Mas minha mãe estava voltando da recepção, então saí do abraço e limpei as lágrimas do Rick, beijei a testa dele e disse em seu ouvido: “ fica calmo amor, eu estou aqui viu?” ele deu um sorrisinho. O Rick era quase tudo pra mim, eu amo demais ele. Eu acho que até mimo ele, porque só tento deixar ele feliz e confortável. Nós confiamos um no outro e era o que era preciso que ele fizesse agora, confiasse em mim.

______________________________________
Desculpem!  :~/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

AVISO !!

AVISO!

 Então galere, antes de mais nada, MUITO OBRIGADA POR LEREM! Sério, significa muito pra mim saber que tenho algo pelo qual outras pessoas se interessam U-U'
Enfim, minhas aulas começaram essa segunda! O que quer dizer que o balacobaco aqui em casa vai pegar u_u
Minha família é de 6 pessoas, 4 adolescentes, então já imagina a briga que é pra conseguir mexer no pc! Ainda mais, de segunda à sexta, estou ocupada de tarde (escola), segunda, terça,quinta, sábado e domingo de manhã; tenho praticamente só segunda e sexta de manhã LIVRE, maaas; por vocês minhas lovers, eu chego da escola e boto ordem aqui, pro povo me deixar mexer no pc! risus. ☻
Então é isso! Só quero avisar que se eu não postar, vocês sabem o por quê, minha rotina e tals. Mas vou tentar postar todo dia de noite, às vezes de manhã,etc.

OBRIGADA.   Bjs pra everybody <3

Começos e Recomeços - Cap. 18

~Ele começou a pentear meu cabelo com seus dedos, tão delicado, tão gostoso... que eu resolvi fechar os olhos só por um minuto; e sonhei que eu estava no céu.~









* Elizabeth *

Quando eu acordei, o Justin não estava mais lá e meus cabelos estavam espalhados aonde ele estava sentado.
Me levantei e esfreguei os olhos. Bocejei. Eram 17:45h e eu queria tanto poder sair lá fora. Estava um entardecer lindo, o céu tinha uma cor laranja e o sol estava se pondo. Eu queria mesmo sair.
Chamei a minha mãe e ela veio logo.
— Aqui, me ajuda com essas muletas — empurrei as próprias, que estavam do lado da minha cama pra ela. Nem tinha olhado pro rosto da minha mãe, mas quando olhei, ela limpava os olhos molhados.
— Mãe?! Você tá bem?? Tá chorando por quê?
— Ai filha, nada...nada.
Eu não era muito "próxima" da minha mãe, nós não conversávamos direito, mas nas férias o papai tem que trabalhar por 17 dias, então a mamãe é quem fica em casa e uma conversa ou outra acontece.
Mas naquele momento, eu estava preocupada com ela.
— Não mãe! Senta aqui! — arrumei um pouco um lugarzinho na cama, tirei os travesseiros espalhados, etc. —  Fala pra mim!
Ela nem se mexeu. Eu estava começando a ficar em pânico. Droga! Eu não podia levantar e sei bem como é a dor... mas ela precisa de alguém, de um abraço confortante pelo menos!!
Fui me preparar pra tortura de me levantar mas meu celular tocou.
Que merda!
— Alô!? — atendi com uma voz áspera que até eu me assustei.
— Nossa.. oi, é o Ryan.
— Ryan, agora não é hora, valeu?! Tchau.
Finalizei a ligação — e até desliguei o telefone de vez.
Minha mãe não tinha se mexido nem um centímetro. Isso me assustou também.
Reuni todas as forças que eu tinha pra me levantar.
1,2,3 e...
AAARG! — gritei fechando os olhos de dor.
De repente minha mãe levantou a cabeça com cara de espanto.
— Elizabeth!!  *snif*  Você não pode fazer isso! Vai piorar!!
— Eu... não fiz.... esse... esforço.... a toa...!
Eu parti pra cima dela deixando meu pé machucado que latejava constante e dolorosemente, cair. E abracei ela com força. Mas ela só me levou de volta à cama.
— Olha, não é nada. É que estou com saudades... da nossa casa.. e de como minha vida era diferente lá... — ela recomeçou a chorar.
Não pude deixar de duvidar que isso era uma desculpa; ela nunca "amou" tanto aonde a gente vivia. Mas eu aceitei, só pra aquilo acabar logo.
— Mãe!! Pensa nas coisas boas! — pus as mãos no rosto dela — você reencontrou a Pattie, está expandindo sua mente visitando outros lugares, e se for saudade de casa, nós voltamos daqui à um meio e meio, por aí! Calma tá!
Nos abraçamos, então ela limpou o rosto e falou:
— Ok Liz... ok. Me desculpe amor. Vamos cuidar desse pé! Dói mais?
Ah, o pé.
— Si, é. Sim, muitooo mais!
— Eita garota! Eu vou ver se consigo alguns remédios pra aliviar a dor e mais alguma coisa...
— Acho que é melhor chamar o papai pra me levar pro hospital. Tá doendo MUITO mais, mãe!
— Seu... seu pai. Ele... acho melhor não Lizzie.. —  ela abaixou a cabeça, séria — mas você acha mesmo que tem que ir pro hospital?
Olhei pra ela com um olhar duvidoso e queria perguntar sobre meu pai. Mas meu pé gritava por socorro.
— É! Sim! Hospital!!
— Aai filha! Mas não tem ninguém pra nos levar!
Minha mãe não tinha carta de motorista, Daniel ainda não podia — mesmo já tendo 16 anos, e aqui nos EUA poder dirigir com essa idade, ele também não tinha tirado carta — a Laura estava fora, eu poderia dirigir, afinal já tenho 17 anos e tenho a carta! Mas se eu fosse tentar salvar minha vida, bem capaz de acabar tirar ela de mim. E o mais importante, não tínhamos carro! O papai usava o único.
— Táxi!! Chama um táxi, mãe!
— Não dá! Não tenho dinheiro! E vamos ter que levar o Ricardo junto! O Daniel está planejando sair e não vai ficar ninguém pra tomar conta dele!!
Caramba!! Que droga!!
Eu pensei em não ir mais pro hospital; mas eu realmente precisava! De verdade! Porque eu sempre aguentei tantos machucados e dores, que na maioria das vezes descartávamos os hospitais de cara! Mas eu reconheço quando tenho que recorrer à um profissional.
— Ah! — arranjei a solução. Bom, pelo menos tinha 80% de certeza que sim.
Liguei meu celular e achei o número que eu queria.
Fechei os olhos com força, torcendo e cruzando os dedos: "Vamos lá! Vamos lá! Meu Deus!!"
— Alô? — ele atendeu com uma voz ofegante. Mas eu não tinha tempo pra perguntar o por quê; 
— Justin!! Preciso da sua ajuda, AGORA se possível!!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Coemços e Recomeços - Cap. 17

~Estava passando um especial sobre ele~


* Elizabeth *

Eu terminei de comer, coloquei o prato de lado e fiquei me perguntando se ele estava bem, olhando dele pro especial do Justin Bieber na TV.
Ele viu minha cara e disse:
— Hãn? Terminou de comer é?
— É... —  continuei olhando com a mesma cara, mas ele nem ligou; continuou assistindo.
De repente, falou.
— Sabe o que eu acho; acho que eu falo demais pra mídia... porque se não, onde as beliebers acham tanta coisa sobre mim? Bom, tirando os boatos e mentiras, que eu e elas ignoramos... Mas elas sabem coisas que talvez nem meus amigos sabem. Acho que vou tentar não me abrir tanto pras entrevistas de agora em diante... né?
Ele olhou pra mim e eu estava com a boca aberta.
— É... sabe o que eu acho? Eu não sei arrotar e isso é uma pena, acho muito divertido.
Ele olhava pra mim com cara de "você é D-O-I-D-O-N-A", lol. Mas ele deu uma risadinha e me olhou diferente sorrindo. Depois ele pegou o controle da TV e a desligou.
— Quer que eu te ensine?
— Hãn? Me ensine o que??
— A arrotar. rs
— Aaah, hahaha. Eita, você faria isso? Sinistro.. hahaha, mas mesmo assim, sou um fracasso, desde pequena tentam me ensinar...
— Mas o super Bieber não! Estou aqui pra atender todo e qualquer apuros da minha — levantei as sobrancelhas, "minha...??" , na verdade, não sei o que eu queria que ele falasse, mas com certeza não foi o que ele falou! hahah — minha cliente mais desajeitada! ahahaha
Nós rimos, "cliente" ! ahahahaha, super heróis não tem clientes, ou são velhinhas em apuros com seu gato preso na árvore, crianças que deixaram o balão escapar ou... mocinhas por quem eles se apaixonam. Enfim, ele buscou um copo de refrigerante pra cada um e acredite se quiser, a aula começou. Não tente imaginar, foi louco, tenso e engraçado. Sim, nojento também, hahaha.
— Chega!! Eu não consigo mais que isso e estou com a bexiga quase estourando de tanto refrigerante!!
— ahahahaha. Você que sabe... pelo menos já tenho uma coisa na lista de "coisas que a Lizzie não vai me vencer" hahahahah.
Eu ri. Depois começamos a conversar sobre coisas que gostamos, que temos medo, que odiamos; etc.
Ele ficou cansado de ficar sentado — ele tava reclamando que nem um velho, meu Deus! — e se deitou do meu lado. Nós continuamos conversando e ele começou a andar pelo quarto, de novo.
— Pára quieto, Justin!
— Aaah! É chato! Como você aguenta?!?
— Olha, tirando que estou com o pé quase moído, enfaixado e presa na cama tendo que ser monitorada até quando vou me mexer só pra sentar, é fácil.
— haha, é! Mas eu não estou assim! Podemos continuar conversando, pode continuar...
— Pára!! Deita aqui AGORA!
Nem pensei no que eu tinha acabado de falar, depois sim.
Meu Deus..! haha, tomara que ele não olhe pelo mesmo lado que eu.. mas quando o vi, já era tarde, ele estava com um olhar; sedutor — rs — e sorrindo.
— Tá! Fica andando então! — tentei emendar minha última frase, foi o melhor que consegui ok!!
Ele voltou a andar, rindo e eu liguei a TV na VH1; tava na metade do programa de músicas depois ia passar "South Park". É meio doidinho South Park, aqueles projetos de criança falam cada coisa que eu nem penso! Mas é engraçado no fim, eu sempre assisto.
Fiquei olhando o Justin andando sem falar nada, e isso me deixou impaciente.
Levantei bem devagar, pegando o prato vazio em cima da cômoda ao lado da minha cama. Parecia que eu tinha desaprendido a andar, quase caí. Mas o meu super-herói exclusivo estava lá, hahaha.
— Epa! O quê você acha que está fazendo?!? — ele me ajudava a ficar de pé — é melhor você ficar na cama, Elizabeth.
— Não. Eu quero andar um pouco, não posso ficar mais 3 dias completos deitada! E se eu posso, não vou!
Tentei andar e fui pisar com o pé machucado.
— PUUUUUUTA MERDA!! — não pude resistir de falar isso. Essa dor maldita! Parecia que alguém tinha enfiados uns 5 pregos no meu tornozelo.
Fechei minha boca rapidamente e coloquei a mão na frente, demonstrando que não foi proposital. O Justin me olhava meio preocupado, meio querendo rir.
— Desculpaaaa! —  eu disse.
— rs. Não foi nada, não se preocupa. Vem; é melhor você deitar de novo.
Eu concordei e ele me ajudou. Ele teve o maior cuidado com meu pé machucado, e eu tentei pensar no quão fofo ele estava sendo se preocupando comigo, em vez de me fixar na dor que cada delicado toque causava.
— Tá bom assim, Justin. Obrigada.
Ele sorriu, deu a volta na cama e se sentou meio inclinado, ao meu lado.
Ele começou a brincar com os próprios dedos, então ele olhou na cômoda ao lado dele, e lá estavam os álbuns com fotos dele e do meu irmão abertos.
Eu pensei que ele ia falar alguma coisa, mas não. Ele foi olhando as fotos sorrindo e sorrindo, e eu só ficava olhando ele. 
Quando ele terminou de ver uns 2 álbuns, ele me perguntou se podia mexer no meu cabelo... eu deixei, ele veio um pouco mais perto e eu encostei minha cabeça perto das costelas dele, tendo certeza que não estava desconfortável pra ambos de nós. Ele começou a pentear meu cabelo com seus dedos, tão delicado, tão gostoso... que eu resolvi fechar os olhos só por um minuto; e sonhei que eu estava no céu.